Disse que seria eterno esse amor
E obstáculos enfrentaríamos
Disse que irias onde eu for
Que juntos, pela vida, lutaríamos
Por que você mentiu?
Se não era isso que queria
Pra quê me iludiu?
Se mais tarde acabaria
Por que me enganou?
Só para ver que podia
Pra quê fingiu que me amou?
Eu acreditei que seria
Fui cego, tão tolo
Pra cair de novo no teu jogo
Acreditar no brilho do teu olhar
Brilho no lhar da cobra antes de picar
Ao menos em parte foi bom
Aprendi mais um lição que a vida me deu
De não chorar porque um dia acabou
Mas sorrir porque um dia aconteceu.
Não consigo te esquecer
É como se quisesse me livrar de mim
E por mais que eu tentasse não querer
Sempre soube que não teria fim
Boca alguma tinha graça
Porque dela não saía o teu beijo
Nem importava quem me desejava
Pra mim só importa o teu desejo
Sem você eu tinha tanto medo
Só você me confortava
Mesmo estando em outros braços
Ainda era você que eu amava
Hoje sei que tem certezas nessa vida
Uma é a que nascemos um para o outro
Afinal mesmo não querendo nos ver
Acabamos voltando de novo
Não acredito em destino
Nem no que alguém me prometeu
E por mais que seja difícil
Hoje descobri o que é saudade
Enquanto lebrava dos teu rosto
Aquela imagem de anjo me abençoava
E me trazia paz no teu sorriso
Infelizmente era só uma imagem
Que nem se aproxima do que é realmente
Mas penso que poderia ser miragem
Nesse deserto que tenho na mente
Resta que eu me conforte
E siga meu rumo, sem destino certo
E deixar que saibas que sempre que precisares
Estarei por perto.
Escoa,
A ave a toa,
A entortar,
A gargalhar,
Livre em loucura,
Na agrura de palavras nuas,
Nas assas que batem,
No ar que me abate,
Cheiro doce,
A cair,
Nas armadilhas,
De Serafins,
Risos,
De guizos,
Anjos suaves,
Na pele que fere,
No olhar que abranda,
Triste,
Suspiro e inspiro,
A mergulhar,
Adormecer,
No acordar do mundo,
Cheio de esperanças,
De um manto rasgado,
Na boca certo gosto amargo,
A esperar,
A cantar quando quer calar,
Maquiando,
Testando,
Um amor estranho,
Que me invade,
Nas assas dessa velha ave.
Destino torto,
Que se quebra,
Na espera de uma vela
As pancadas surtem efeitos
Até que muda trejeitos.
Quem depois de apanhar
Tem coragem de falar.
Ou tudo foi para enganar
Agora mesmo enfaixado.
Parecia amedrontado
Das perguntas a esquivar.
Quem o teria lanhado
E de sangue banhado.
Já temos um recado
Que tome cuidado.
Vida,
Pulsa,
Repulsa,
A bater,
A tremer,
Bombeado,
Respirando,
Vida,
Cristalina,
Alma,
Perdida,
A correr,
A conhecer,
Vida,
Que se perde,
Que se esquece,
Que teima,
Que me queima,
No cristalino dos olhos,
No burburinho,
É aquilo,
Pra se rir,
Ir,
Partir,
Entre um riso,
Uma piscada,
Ao longo da estrada.
Qual espinho cravado em meu peito
Carrego comigo esse sentimento
Mesmo que eu consiga extraí-lo
Ainda me ficará a Marca.
Não te amar, é impossível
Mesmo sofrendo... mesmo assim,
Ainda teimo em carregar esse espinho...
Ainda acaricio o mão do carrasco.
Se ao menos soubesse o que sinto...
Se ao menos fosse conhecedor desse amor...
Me tomaria em seus braços e ficaria aqui...
Comigo... será?...
Não sei ao certo se o espinho que carrego
É amor ou dor... desejo ou medo...
Só sei que toda vez que vejo teu nome
Toda vez que ouço sua voz...Algo muda.
Algo cresce... algo se parte dentro de mim...
A carne, o corpo, o desejo, a vontade
O medo, o pavor, a incerteza, a moralidade
Os procedimentos, os passos, a decisão, a ansiedade
O calor, o fogo, a realização, a realidade
Tudo parte de uma vontade
Tudo parte de uma teoria
Tudo parte de uma fantasia
Onde o humanista busca viver sem alarde
Novos tempos parecem vir
E o que era velho se fortalece
A segunda chance volta a ressurgir
E o que era impossível acontece
Vergonha, dor, sofrimento, confusão
conversas, insonia, lágrimas, perdão
Cúmplices de um caso,
de um crime onde um é enganado,
A saber o envolvido,
que de sedutor se torna o traído.
Ele é boneco de trapos
Feito de botões e farrapos
Tem um sorriso farto
Pois é obra sua
Ele é papagaio feito de
Amor e ternura
E quando voçê o lança
Ele alcança a lua
Ele é barco de papel
Pintado por seu pincel
E em dias de chuva
Alegre ele navega a rua
Ele é bola de meia
No bolso de voçê
Pronto a sacar sorrisos
A quem o levar no pé
Ele é castelo de areia
Ele é flauta de cana
Ele é barroca e carica
É com ele que brinca
Ele é boneco de lata
É carro de rolamentos
Ele é o seu companheiro
Nos bons e nos maus momentos
E eu? Eu fico chorando
Ao ver voçê brincando
Amor de amigo
Que que é o bem
Amor de mentira
Que ninguém tem
Amor de pai
Que protege sempre
Amor de amigo
Que ajuda quando carente
Amor de filho
Que dá orgulho
Amor de menina feia
Que é um bagulho (brincadeira!)
Amor de irmão
Que é cumplicidade
Amor de Amantes
Que é vaidade
Amor de jovens
Que é curtição
Amor de solitários
Que é incompreesão
Amor de apaixonados
Que é essa boa sensação
Amor esse que sinto
Que está latente no meu coração
Amor seja qual for é amor
Que protege e anima
Seja no peito de quem for
Que chega, fica e domina.